Curitiba
Uma reunião que acontece amanhã no quartel do Comando do Policiamento da Capital (CPC) vai discutir medidas de combate ao uso da cola de sapateiro por menores de rua.
O encontro deve reunir vereadores, promotores, representantes da polícia, do Juizado de Menores e de outros órgãos municipais e estaduais relacionados ao assunto, como SOS Criança, Conselho Estadual de Entorpecentes e projeto Educadores de Rua.
Atualmente, a cola não é considerada oficialmente uma droga, já que não está catalogada como substância entorpecente no Ministério da Saúde. Isso dificulta a detenção dos usuários do produto.
‘‘A polícia apreende a cola mas não pode autuar os menores porque não há crime tipificado’’, diz o comandante do CPC, coronel Renildo Gonçalves da Silva.
O vereador Mario Celso Cunha (PDT), coordenador da reunião, está encaminhando um ofício ao Ministério da Saúde pedindo a inclusão da cola de sapateiro na lista de entorpecentes. Assim, a polícia poderia deter os usuários que fossem flagrados cheirando o produto.
Segundo o vereador, outra proposta é a definição de um local para o encaminhamento dos menores, que devem receber atendimento médico, psicológico e social. ‘‘Hoje os policiais não sabem para onde enviar as crianças e os próprios órgãos assistenciais ficam transferindo a responsabilidade’’, observa Mario Celso.
De acordo com ele, uma das idéias seria a divulgação de um número telefônico gratuito para denúncias, facilitando a localização dos infratores.
O atendimento seria feito 24 horas por dia, já que muitos menores são encontrados à noite ou de madrugada. O vereador acredita que cerca de 300 menores utilizem a cola de sapateiro em Curitiba e Região Metropolitana.
A fiscalização dos estabelecimentos comerciais que vendem o produto também deve ser intensificada. ‘‘Hoje já há uma lei municipal proibindo a venda da cola a menores, mas não há uma fiscalização efetiva’’, diz Mario Celso.

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