Grupo apresenta ações de combate à aranha-marron
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Apesar do número de acidentes com aranhas-marrons ter caído no Paraná, nos últimos três anos, esse ainda pode ser considerado um problema de saúde pública. Neste ano, 4.744 casos de picadas foram registrados no Estado, mas, de acordo com o secretário estadual de Saúde, Gilberto Martin, cerca de 90% das incidências acontecem em Curitiba e Região Metropolitana.
Na tarde de ontem, foi apresentado, em Curitiba, o resultado do Projeto Pronex ''Monitoramento e controle populacional da aranha-marrom'', desenvolvido no Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI) e em laboratórios da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com o objetivo de descobrir os métodos mais eficazes de combate, a pesquisa, iniciada em 2004, envolveu biólogos, químicos e físicos de universidades paranaenses, do Japão, Estados Unidos, Eslovênia e Alemanha.
A maior descoberta foi que o combate deve ser feito em várias frentes. ''Tem que haver uma ação integrada. Limpar frestas, usar aspirador de pó ou jatos de ar quente e associar com produtos químicos. A melhor estratégia é acabar com esconderijo da aranha'', explica Emanuel Marques, um dos coordenadores do projeto.
Durante os testes, uma casa foi montada para avaliar as metodologias na prática. ''Verificamos que, mais eficaz do que repelentes, é o controle estrutural (frestas) e a manutenção das lagartixas, predador natural da aranha-marrom'', explicou o vice-coordenador das pesquisas e professor de química da UFPR, Francisco de Assis Marques. Segundo Martin, de posse das novas informações, a secretaria deve incorporar o conhecimento nas ações de prevenção.


