Só na Reserva Apucaraninha são 1,4 mil índios atendidos por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) instalada na aldeia. O cacique Juscelino Vergílio justificou a ocupação afirmando que a comunidade indígena ''não aguentava mais''. Ele relatou que muitas consultas e tratamentos feitos em hospitais de Londrina estavam sendo perdidos por falta do veículo. ''Muitas mães estavam perdendo as consultas do pré-natal porque o carro estava quebrado e não tínhamos como transportar esses pacientes''. O único carro à disposição da aldeia é responsável por outros serviços e não conseguia atender a demanda.
A índia Pedrolina Machado, 27 anos, precisa trazer a filha de dois anos periodicamente para Londrina. A menina necessita de uma cirurgia na boca para corrigir um defeito nos lábios. ''Não consigo fazer o tratamento porque não tem carro para trazer a gente.''
''Ocupamos a Funasa como uma forma de pressionar o pessoal daqui e o de Curitiba. Vamos desocupar o prédio e voltar para a aldeia, mas se o carro não chegar no dia combinado, invadimos de novo e com muito mais pessoas'', alertou o cacique. (M.O.)

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