Grupo Águia assume investigações
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segunda-feira, 02 de junho de 1997
Paulo Ubiratan 
O grupo de operações especiais da Polícia Militar chegou ontem à tarde em Londrina para investigar os constantes assaltos a bancos em toda a região. O comandante do grupo Águia, Valdir Copeti Neves, não quis entrar em detalhes sobre a operação que vai realizar. No entanto, ele enfatizou que um dos objetivos é tentar prender os quadrilheiros que na última sexta-feira mataram o soldado da Polícia Militar Marcos da Silva Freire, 29 anos, durante assalto ao posto do Banestado, localizado no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Segundo major Neves, o trabalho do grupo Águia vai abranger também a região de Maringá, onde aumentou o número de assaltos a bancos.
Até o fechamento desta edição, a polícia não tinha pistas dos assaltantes. Policiais civis e militares de Rolândia, Cambé e Londrina continuavam a investigar o caso. O delegado do 3º Distrito Policial de Londrina (DP), Jorge Barbosa, se reuniu com o policial militar Roque Mossaniel Moniz, 32 anos, que também fazia a guarda do banco junto com Freire na ocasião do assalto, e com o jardineiro da universidade José Aparecido Máximo, 47 anos.
Durante o tiroteio Moniz foi baleado na coxa esquerda e Máximo recebeu um tiro no pé. No encontro, o delegado mostrou as fotos dos principais supeitos do assalto. Mas eles não foram reconhecidos pelas vítimas. Umas das fotos era do ex-soldado PM João Carlos dos Santos, assaltante de banco e fugitivo do 3º DP.
Ontem à tarde, o delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Waldir Abrahão da Silva, esteve em Prado Ferreira, a 53 quilômetros de Londrina, levando as mesmas fotografias para reconhecimento. A mesma quadrilha teria assaltado a agência do Banestado naquela cidade, na mesma sexta-feira, onde roubaram cerca de R$ 8 mil. Durante a fuga, a policiais militares e civis da região chegaram a fazer um cerco em um canavial na região conhecida por Estrada da Prata, entre Cambé e Rolândia.
No local os ladrões abandonaram um Monza, que teria sido visto no assalto ao Banestado da UEL e de Prado Ferreira. Niguém foi preso na ocasião. Até o fechamento desta edição o delegado não havia retornado daquela cidade.
O presidente da Câmara, major reformado da PM Adalberto Pereira da Silva, enviou um requerimento ao prefeito Antônio Belinati, ontem à tarde, para que ele determine com a máxima urgência o cumprimento da lei número 5.691, de janeiro de 1994. A lei, de autoria do vereador Jaci Aguiar, obriga as agências e postos bancários a instalarem porta de segurança, detector de metais e circuito interno de televisão nos caixas eletrônicos.
Quem não obedecer as normas de segurança poderá ter cassado o alvará de funcionamento, fornecido pela Prefeitura. A comunidade e os funcionários dos bancos não podem conviver com este estado de insegurança por causa da ganância dos banqueiros. O custo das instalações são baixos e em hipótese alguma devem se sobrepor ao custo de uma vida humana, afirmou Adalberto.


