Representantes da Associação da Saúde de Cambé (13 km a oeste de Londrina) estão acampados desde a manhã de ontem, no pátio do Hospital Londrina. O grupo quer chamar a atenção dos proprietários do prédio para o destino do imóvel. Eles reivindicam, desde o início de 1999, junto as autoridades municipais e estaduais, a reabertura do hospital para atender a população carente da região que convive com a falta de leitos e de UTIs. O movimento era coordenado pela líder comunitária Mária Anideje de Mello, que ironicamente morreu por problemas de saúde no dia 11 de janeiro deste ano.
Segundo Maria Giselda de Lima, irmã de Anideje, o imóvel pertence a uma associação evangélica, cuja sigla é Igase, e que respondia pelo Hospital Londrina. Mas nenhum representante jamais tentou negociar o prédio.
Ontem de manhã, poucas pessoas montavam o acampamento, mas a tendência, segundo as lideranças, era de aumentar o número de participantes. O membros da associação contaram que alguns minutos após a chegada do grupo, uma viatura da Polícia Militar esteve no local para dissolver o movimento. ‘‘Nós os avisamos que só sairíamos daqui com um mandado judicial.’’
De acordo com os representantes da associação a Prefeitura de Cambé está dando pouco apoio ao movimento. O prefeito de Cambé, José do Carmo, segundo eles, defende a construção de um novo hospital, mas a obra demandaria mais tempo. Segundo os líderes do movimento, a Prefeitura de Londrina vem demonstrando mais interesse pela questão. O vereador Tercílio Turini (PSDB) participou dos vários manifestos e discussões realizadas. Há quinze dias, o prefeito Nedson Micheleti (PT) comprometeu-se a conversar com os prefeitos e associações de municípios da região para viabilizar a reabertura do hospital.
O movimento, como destacam, é pacífico. Hoje, às 16 horas, será realizada uma celebração no local e o grupo definirá se encerra o protesto ou se continua até que se tenha uma resposta dos proprietários.

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