Grito dos Excluídos convoca população a exigir direitos
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quarta-feira, 06 de setembro de 2017
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 
A Igreja Católica do Brasil celebra nesta quinta-feira (7), feriado da Independência, o Grito dos Excluídos. O tema escolhido para o 23º ato é "A vida em primeiro lugar" e o lema "Por direito e democracia, nossa luta é todo dia". Em Londrina, uma concentração acontece, a partir das 8h desta quinta, na avenida Paraná com rua Hugo Cabral, no Calçadão, indo depois, em caminhada, até a avenida Leste-Oeste.
"No Calçadão teremos um momento de formação e reflexão, quando pessoas que estão na condição de excluídas poderão falar. Depois, vamos nos deslocar até a avenida Leste-Oeste, onde estará acontecendo o desfile cívico. Iremos nos manifestar, mostrando desagravo a este processo de desmonte dos direitos dos trabalhadores", informou o padre Dirceu Luiz Fumagalli, responsável pela Rede de Comunidades Madre Leônia, de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), e um dos organizadores do grito na Arquidiocese de Londrina.
Iniciado em 1995, o Grito dos Excluídos nasceu da necessidade de dar voz às minorias e à população historicamente excluída pelo Estado e pela sociedade. Por meio de documento, divulgado na semana passada, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) afirma que ações como esta são importantes, já que "a sociedade brasileira está cada vez mais perplexa diante da profunda crise ética que tem levado a decisões políticas e econômicas que implicam em perda de direitos, agravam situações de exclusão e penalizam o povo brasileiro pobre".

O dia também será marcado por jejum e oração pelo Brasil, como forma de pedir por dias melhores. Segundo o sacerdote, a posição da Igreja em um período em que se discute reformas, como Previdenciária e Trabalhista, é necessária por oferecer um contraponto. "Todo este contexto coloca em ameaça a democracia brasileira e os mais prejudicados são os jovens, em especial os negros", afirmou.
A expectativa é que centenas de fiéis e membros da sociedade civil organizada estejam presentes. "O mais importante é tentar aglutinar as expressões de organizações da sociedade. Teremos um conjunto de sindicatos participando, além de outras expressões populares. Essa união é positiva para expressar uma articulação de força e resistência".


