O ‘‘Grito da Terra’’ foi realizado ontem em Cascavel, com a participação de cerca de 500 pessoas. Os manifestantes pediram a aceleração do processo de reforma agrária e assentamento de lavradores sem-terra, além de superação de conflitos fundiários. Os participantes se concentraram na Praça Wilson Joffre, no centro da cidade, local envolvido em disputa fundiária há quatro décadas. A área da praça (uma quadra) é reivindicada pela prefeitura e por uma família de pioneiros.
A organização do ‘‘Grito da Terra’’ em Cascavel envolveu Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná, Central Única dos Trabalhadores, Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Iguaçu (Crabi). A Crabi é a única das quatro entidades que têm representação formal (sede) em Cascavel.
A Comissão representa famílias de pequenos agricultores que serão desalojadas em 98 de margens do Rio Iguaçu, com os alagamentos do reservatório da Usina de Salto Caxias. José Camilo, coordenador da Crabi, observou que este contingente e outros representados nas manifestações querem apoio oficial à viabilização da agricultura familiar, especialmente com o programa especial de crédito, ‘‘Pronaf’’.
Os manifestantes estiveram na frente de uma das agências do Banestado, pedindo que o programa e outros, como o ‘‘Proger’’, de geração de empregos, tenham recursos liberados de forma ágil.

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