As mudanças bruscas de temperatura nas últimas semanas motivaram o aparecimento dos primeiros casos suspeitos de gripe A e, consequentemente, afastamentos do trabalho e da escola. Pai de um garoto de 11 anos que está sem aulas há uma semana por ter apresentado sintomas da doença, o vendedor Ronaldo Marcelino está preocupado com a situação.
''Pedi que os professores enviassem atividades para ele fazer em casa, mas ninguém me contatou para buscar os trabalhos na escola. Meu filho vai ficar 15 dias em casa, sem poder sair, e por enquanto só joga videogame'', lamentou.
Ele teme que a perda de conteúdo possa prejudicar o desempenho escolar do menino, que está na quinta série de uma escola da Zona Leste de Londrina. ''Ele poderia estar tendo um acompanhamento por parte dos professores'', reforçou.
De acordo com Marcos Santana, ouvidor do Núcleo Regional de Educação (NRE), a orientação da Secretaria Estadual da Educação é que as escolas forneçam material para que os alunos afastados por motivo de saúde façam as atividades em casa. ''Normalmente, a dificuldade é de comunicação. As famílias precisam passar na escola para pegar os trabalhos.''
Os professores também precisam de um prazo para elaborar as atividades, por isso, Santana afirmou que o retorno nem sempre é imediato. ''O contato dos pedagogos com os professores nem sempre é diário'', explicou, ressaltando que todos os alunos afastados por atestado médico têm direito à recuperação de conteúdos e também de notas, mesmo que o processo seja feito depois que eles retornem à escola.
O ouvidor informou que as ações de prevenção à gripe A nas escolas estão sendo retomadas. ''Já estão surgindo casos suspeitos pontuais, mas ainda não há confirmação.'' A orientação do Núcleo é que, em situação de suspeita, outros alunos da turma sejam observados e, surgindo novos casos, determine-se a suspensão das atividades na classe. As escolas devem continuar oferendo água e sabão para lavagem de mãos, alcool gel, copos descartáveis e estimular manutenção das janelas abertas.

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