Grevistas voltam a ameaçar vestibular
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sexta-feira, 16 de junho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O comando de greve da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiu ontem em assembléia suspender o vestibular da instituição, programado para o período de 16 a 19 de julho. Na semana passada os grevistas reduziram em 70% a preparação do vestibular e alertaram sobre a possibilidade de suspender o concurso. Caso o governo não acene com uma proposta concreta de reposição salarial da categoria, os servidores da UEM garantem que vão impedir a realização do vestibular.
Em nota distribuída à impresa no final da tarde de ontem, logo após a assembléia, o comando de greve acusa o governo de intransigência nas negociações, e menciona a falta de recursos para as instituições de ensino superior do Estado e de investimentos na UEM, que é hoje uma das melhores universidades do país. O vestibular da universidade é elaborado e preparado por pessoal da instituição e, segundo o comando de greve é possível reverter a decisão e realizar as provas dentro do prazo previsto, desde que o governo negocie até o final de junho.
O vestibular da UEM teve 12.265 candidatos inscritos, que vão disputar 1.340 vagas em 37 cursos de graduação. Boa parte dos candidatos são de outras regiões e estados e parte dos cursos são oferecidos nas extensões de Goioerê e Cianorte. A reitoria da UEM não se manifestou sobre a possibilidade de suspensão das provas.
Londrina Já os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) continuam em greve por tempo indeterminado e hoje de manhã participam de um encontro estadual em Maringá, para avaliar a paralisação.
Ontem, o comando unificado da greve na UEL teve uma reunião com o reitor Jackson Proença Testa. Segundo o presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), o tema do encontro foi a dificuldade dos professores e servidores de negociar com o governo do Estado. (Participou Lino Ramos, de Londrina).


