O comando unificado de greve das universidades estaduais vai pedir hoje que o governo mande uma mensagem à Assembléia Legislativa para que o orçamento do ano que vem das instituições receba um acréscimo de cerca de R$ 150 milhões, além dos R$ 318 milhões já previstos, para repor as perdas salariais da categoria. Mesmo que o governo acate esse pedido, os funcionários deverão continuar em greve, porque querem avançar em outros pontos antes de acabar com o movimento.
Os representantes dos grevistas se reúnem às 10h30 com o chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, para fazer o pedido. Ontem eles estiveram com o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), para negociar o pedido. ''Eles estiveram com o setor técnico da casa para estudar as possibilidades do orçamento'', afirmou Brandão.
De acordo com um dos membros do comando de greve, Luiz Fernando Reis, o Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) ajudou a fechar o valor de R$ 150 milhões. ''Isso cobriria as perdas salarias acumuladas dos últimos seis anos, de 50,03%'', disse.
Segundo Reis, seria um ''grande avanço'' se o governo aceitasse esse pedido, mas não o suficiente para acabar com a greve nas universidades estaduais. ''Mas só isso não resolve o problema'', afirmou. Os grevistas pedem também regularização de 11,3 mil dos 13,5 mil funcionários das instituições, que foram contratados de forma irregular, realização de concurso público e revisão do redutor salarial, que compromete os salários dos aposentados.

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