Cerca de 30 servidores em greve da Universidade Estadual de Maringá (UEM), realizaram ontem um protesto na praça de pedágio de Mandaguari (33 quilômetros a leste de Maringá). Os grevistas pagaram a tarifa de R$ 2,70 em moedas de um e cinco centavos. O objetivo, de acordo com o comando de greve, foi alertar os motoristas para o risco de privatização da UEM.
''Estamos na estrada porque a nossa luta é regional'', disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Ana Estela Codato. O protesto, segundo ela, é uma forma de divulgar o movimento grevista e as reivindicações da categoria. ''Assim como as estradas, o governo também quer privatizar nossas universidades, é para isto que estamos alertando a população'', disse Ana Estela. Depois de pagar a tarifa em moedas, os grevistas voltaram para Maringá em carreata e fizeram buzinaço pela Avenida Colombo.
Os servidores que fazem parte do comando de greve da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) também fizeram um protesto ontem durante duas horas em frente à praça de pedágio de Céu Azul, localizada na BR-277, distante 25 quilômetros de Cascavel. Para retardar a passagem de veículos pelo local, os manifestantes também pagaram o pedágio no valor de R$ 3,50 utilizando moedas de um e cinco centavos.
A ação dos servidores provocou longas filas dos dois lados da pista. Durante o protesto houve um princípio de confusão quando os manifestantes decidiram abrir uma passagem lateral para que uma ambulância passasse. Aproveitando-se da confusão alguns motoristas furaram o bloqueio e não pagaram o pedágio. Funcionários da Rodovia das Cataratas, responsável pela praça, discutiram com os servidores e voltaram a fechar a passagem.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste), Luiz Fernando Reis, disse que os grevistas escolheram a praça de pedágio para protestar porque a administração estadual vem sucateando as universidades públicas da mesma foram que fez quando privatizou as rodovias estaduais. ''Está tudo sendo repetido. Depois eles aparecem dizendo que a única solução para a crise do setor da educação é a privatização'', disse.

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