Grevistas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) fizeram um protesto diferente ontem no Calçadão de Londrina, mostrando as ações, programas e serviços voltados à comunidade. O tema foi ''UEL mostra a sua cara''.
A maioria dos projetos está parada por causa da greve. ''Só funcionam as atividades consideradas essenciais'', disse o responsável pela comissão de eventos do movimento grevista, Kennedy Piau. ''Queremos mostrar a importância da universidade na qualidade de vida dos cidadãos.'' A UEL conta com 40 cursos de graduação, 100 de pós-graduação, 60 projetos de ensino, 512 de pesquisa e 156 de extensão.
Funcionários da UEL também foram ao Calçadão para vender produtos artesanais confeccionados pelos grevistas e arrecadar recursos para o fundo de greve. Já os alunos pediram doações em supermercados para montar cestas básicas e distribuí-las aos funcionários e docentes.
Para tentar negociar o fim da greve, uma comissão tem reunião agendada com o chefe da Casa Civil do governo do Estado, Alceni Guerra, na terça-feira, em Curitiba.
Aproveitando a manifestação no Calçadão, os estudantes posicionaram-se contra a doação de um terreno público para a instalação da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Londrina. ''Dinheiro público tem que ser usado na educação pública'', defendeu o estudante Rafael da Silva. O prefeito Nedson Micheletti afirmou que mudará sua decisão. ''A PUC vai gerar 400 empregos qualificados.''

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