Grevistas prometem acampar em frente à reitoria da UEL
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terça-feira, 18 de setembro de 2001
Maranúbia Barbosa <br> De Londrina 
Cerca de 1 mil servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) deram ontem de manhã um abraço simbólico na reitoria, no segundo dia de greve na instituição. O presidente do Sindicato de Servidores Públicos Técnico-Admistrativo da UEL (Assuel), Itamar Nascimento, disse que a reitoria é o ''centro nervoso'' da universidade e será o local das principais manifestações dos grevistas. Ao todo, cerca de 3,8 mil funcionários trabalham na UEL.
Antes do abraço, os funcionários puderam ouvir um rápido discurso do reitor Pedro Gordan. Ele voltou a afirmar ontem que apóia a reivindicação salarial (reposição de 50,03%), mas discorda da atitude do movimento, que anteontem invadiu salas da reitoria e obrigou alguns servidores a abandonarem o trabalho. Gordan pediu aos grevistas para não entrarem mais nas salas e respeitarem a posição dos funcionários que não quiserem aderir à paralisação. O comando da greve prometeu atender ao apelo do reitor. Quanto à ameaça do governo estadual em descontar os dias parados, Gordan disse que teme que isso aconteça.
O presidente da Assuel adiantou que a intenção é montar acampamento em frente à reitoria, para estar em permanente vigília. Os grevistas também cogitam a possibilidade de bloquear a rodovia PR-445, que passa em frente ao campus. Os professores da UEL também permaneceram paralisados durante todo o dia de ontem. Segundo o presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), César Antônio Cagiano, a categoria iria se reunir com uma comissão dos funcionários técnicos-administrativos para estabelecer ações conjuntas. Cerca de 1,7 mil docentes trabalham na UEL.
Em Maringá, o comando estadual de greve dos servidores marcou para amanhã a primeira reunião de avaliação do movimento. A paralisação na Universidade Estadual de Maringá (UEM) está sendo realizada em conjunto com o Fórum Estadual dos Servidores Públicos.


