Grevistas pressionam deputados a ampliar negociação com MEC
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terça-feira, 28 de abril de 1998
Israel Reinstein 
Jonas OliveiraProfessores fizeram passeata para colher assinaturas de apoio à greveCerca de 300 professores, alunos e servidores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estiveram reunidos ontem, no plenarinho da Assembléia Legislativa, pedindo apoio dos deputados à greve da universidade. Depois de discursos de cada uma das categorias, os grevistas conseguiram que os deputados aprovassem uma moção de apoio à paralisação. Os parlamentares também se comprometeram em pressionar a bancada federal paranaense, forçando a sua participação nas negociações junto ao Ministério da Educação e Desporto (MEC).
Paralisados há quase 30 dias, os grevistas fizeram uma manifestação na Boca Maldita, em conjunto com a Associação dos Professores do Paraná (APP), onde foram colhidas mais de 20 mil assinaturas pela democratização do Plano Nacional de Educação. No início da noite, alunos e servidores montaram acampamento em frente ao Hospital das Clínicas, onde permaneceriam em vigília.
Hoje pela manhã, serão distribuídos panfletos aos usuários do hospital, comunicando sobre a possibilidade de paralisação de alguns setores médicos, a partir de quinta-feira. Vamos discutir com os funcionários quais áreas deverão ficar abertas à população, adverte Luiz Fernando Mendes, diretor de formação sindical do Sindicato dos Trabalhadores da Educação e Ensino de 3º Grau da Região Metropolitana de Curitiba (Sinditest).
Ontem, servidores e professores aguardavam a resposta de uma reunião do MEC com a comissão nacional de greve. Com base nas negociações, vamos colocar em discussão com os professores as propostas do governo federal, avisou Hideo Araki, do comando geral de greve da Associação dos Professores da UFPR.


