Na próxima semana, os servidores em greve do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Londrina pretendem levar aos distritos a banca de atendimento público que entrou em atividade na última terça-feira. A idéia surgiu a partir da boa receptividade que a iniciativa teve junto à população. Segundo Maurício Barros, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social (Sindprevs-PR), a comunidade tem dado total apoio à campanha da categoria que está paralisada desde o dia 15.
Ontem, eles montaram sua barraca na Avenida Saul Elkind, no Cinco Conjuntos. Até às 13 horas, os servidores prestaram esclarecimentos sobre pensão e aposentadoria, concessão de benefícios, auxílio doença, reabilitação profissional, arrecadação, fiscalização e amparo ao idoso. Simultaneamente, distribuíram quatro mil folhetos explicativos aos comerciantes e pedestres. ‘‘Vamos percorrer os bairros mais distantes e mais populosos. Infelizmente, nem tudo pode ser resolvido nas ruas, mas o que depender apenas do material humano não ficará sem solução’’, garantiu Barros.
O porteiro José Cardoso apareceu no local para saber como reaver o dinheiro da contribuição previdenciária cobrado a mais por um banco. De acordo com o agente administrativo da agência Shangri-lá, Antonio Pinho, as dúvidas mais frequentes referem-se a benefícios. No caso do porteiro, por exemplo, o cálculo da quantia a ser restituída depende da consulta a uma tabela que só pode ser feita através dos computadores do INSS.
Os servidores federais reivindicam reposição salarial de 64%, definição de uma data-base, contratação de mais funcionários através de concurso público, pagamento das ações trabalhistas e mudança da jornada de trabalho de um turno de oito horas/dia para dois de seis horas/dia. ‘‘Esperamos o resultado das negociações que ocorrem em Brasília. Não voltaremos enquanto o governo não apresentar uma contraproposta’’, resumiu o sindicalista.

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