O comando de greve das universidades estaduais e o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, estarão frente a frente na próxima quarta-feira, às 14 horas, durante uma reunião marcada na sede da Secretaria, em Curitiba. Servidores e docentes pretendem utilizar o manifesto assinado por quase 100 entidades de Londrina, favoráveis às reinvindicações, para pressionar o governo do Estado a adiantar os índices de reposição salarial.
Na assembléia geral realizada na tarde de ontem, em Cascavel, foi definida a pauta que será levada à capital. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Técnicos e Administrativos da UEL (Assuel), Itamar André Rodrigues do Nascimento, haverá uma vigília no Calçadão de Londrina durante a reunião. ‘‘Esperamos distribuir a carta de apoio assinada pelas entidades e associações ontem (anteontem). Caso não tenhamos resultados positivos junto ao secretário, vamos organizar uma caravana com essas mesmas entidades e seguir para Curitiba’’, disse Nascimento, referindo-se ao documento que saiu da reunião que contou com mais de 200 pessoas, entre elas o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT).
Durante o encontro, Nedson criticou a passividade do governador Jaime Lerner (PFL) diante da paralisação que totaliza 118 dias. ‘‘Várias vezes uma comitiva se deslocou à capital e várias vezes houve concessões. O governador permaneceu irredutível’’, comentou o prefeito de Londrina. Lerner, que ontem participou das comemorações dos 50 anos da colônia alemã de Entre Rios, em Guarapuava (veja reportagem na página seis), lamentou a continuidade da greve e pediu o fim da paralisação. ‘‘O governo continua investindo nas negociações. Conto com o bom senso dos grevistas para que voltem ao trabalho o mais rápido possível.’’
Enquanto as manifestações não acabam, reitoria e membros do Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) continuam avaliando a documentação dos formandos. Depois de autorizarem a colação de grau dos cursos de enfermagem (23 alunos), medicina e fisioterapia (ambos com 60 formandos), eles avaliarão na segunda-feira a situação dos estudantes de odontologia. Também será discutida a possibilidade de dar sequência ao ano letivo de 2001, na tentativa de auxiliar os formandos dos demais cursos. (Colaborou Cláudia Carneiro, de Guarapuava)

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