Grevistas exigem ''proposta concreta''
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de dezembro de 2001
Sid Sauer<br>De Campo Mourão 
O comando de greve das universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Cascavel (Unioeste) quer que o governo do Estado apresente uma proposta concreta para o fim da paralisação e não apenas um termo de compromisso ''genérico e sem a fixação de valores''. O assunto foi debatido ontem em Campo Mourão por representantes das três instituições.
A reunião iniciada à tarde não havia sido encerrada até o início da noite, mas já era certa a continuidade da greve. ''Estamos aqui para avaliar o movimento e preparar a continuidade da greve'', disse o professor da Unioeste Luiz Fernando Reis. Segundo ele, até agora não houve uma proposta concreta do governo. A greve completou ontem 89 dias.
O comando espera se reunir na segunda-feira com os secretários Ramiro Warhaftig (Ciências, Tecnologia e Ensino Superior) e Alceni Guerra (Casa Civil) para discutir o assunto. O encontro ficou de ser intermediado pelo deputado federal Luciano Pizzato (PFL). Na quarta-feira, o comando de greve esteve em Brasília reunido com 24 deputados da bancada paranaense.
O encontro com os deputados federais também definiu a realização de uma reunião com o governador Jaime Lerner com o objetivo de abrir as negociações. Os professores querem que o orçamento com a folha de pagamento das universidades estaduais em 2002, previsto em R$ 308 milhões, tenha um incremento de R$ 90 milhões.
''Esse valor se refere a inflação de 30% entre março de 1997, quando foi implantado o nosso plano de carreira, e outubro deste ano'', explicou Reis. Outro apoio ao comando de greve veio do reitor da Universidade Federal e presidente da Andifes, Carlos Antunes. Ele se colocou à disposição para pedir uma audiência com Lerner e intermediar as negociações. ''Sem propostas concretas, essa greve não vai acabar'', disse Reis.


