Mais de 500 servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) lotaram o Restaurante Universitário ontem e decidiram pela continuidade da greve. Eles pretendem radicalizar o movimento para forçar o governo estadual a abrir nova rodada de negociação. Hoje, os servidores realizam uma manifestação na Avenida Colombo e definem uma forma de protesto durante a presença em Maringá da secretária de Estado da Criança e Assuntos da Família e primeira-dama, Fany Lerner, para assinar o convênio de construção de quatro novas creches na cidade.
Na manifestação de hoje, os servidores foram orientados a usar roupas pretas. ''Será a manifestação do luto'', diz a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Ana Estela Codato. Segundo ela, a maioria dos servidores participa da greve e não pretende retornar as atividades sem um acordo com o governo.
Uma das propostas discutidas ontem, na assembléia geral, foi a obstrução dos trabalhos na Assembléia Legislativa para forçar os deputados a intermediarem um acordo com o governo estadual. ''Vamos discutir melhor a proposta porque entendemos que os deputados devem se empenhar mais pelos servidores estaduais'', afirma Ana Estela. A decisão sobre o cancelamento do vestibular também foi adiada para a próxima assembléia.

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