O comando de greve dos servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiu ontem reduzir os trabalhos de organização do vestibular de inverno da instituição, ameaçando suspender as provas marcadas para o período de 16 a 19 de julho. Todo vestibular da UEM é produzido dentro da própria instituição. ‘‘Nossa proposta é o pessoal envolvido com os preparativos trabalhar com um terço da capacidade e, dependendo do avanço da paralisação, poderemos suspender as provas’’, alertou o presidente da Associação dos Docentes da UEM (Aduem), Angelo Priori.
Na próxima segunda-feira, o HU de Maringá pára de atender. ‘‘A redução no atendimento do HU é um dos nossos trunfos e o vestibular será o próximo’’, afirmou Priori. Ele garantiu que a intenção não é de prejudicar a comunidade. ‘‘Tanto que vamos manter o atendimento de emergência do HU e o processo de produção do vestibular’’, disse. Ontem, pela avaliação do comando de greve, 85% dos mais de 4 mil servidores da UEM estavam paralisados.
O comando divulgou também uma carta à população, expondo os motivos da greve e pedindo apoio. ‘‘Nós estamos também alertando as autoridades sobre o movimento’’, informou Priori. Ele lembrou que os grevistas deram um prazo de 72 horas para iniciar a paralisação do atendimento eletivo do HU. Ontem à tarde, durante assembléia com estudantes, o comando de greve analisou os setores que ainda podem parar e a resistência de alguns professores, que estão telefonando para casa de alunos avisando da aplicação de provas.

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