Grevistas acusam guardas de agressão
Curitiba Houve confusão ontem em frente à sede administrativa da empresa de transportes Glória, no bairro Boa Vista. Por volta das 10 horas, cerca de 20 representantes da categoria bloqueavam a saída da garagem, quando três viaturas do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Guarda Municipal chegaram ao local e exigiram a saída dos motoristas e cobradores. Segundo os manifestantes, diante da resposta negativa, os guardas teriam agredido cinco grevistas.
''Eles agrediram cinco colegas nossos com cacetete. Pedimos para que mostrassem uma ordem judicial, mas eles não tinham'', relatou Marcelo Vilatore, 38 anos, motorista.
Um dos manifestantes estava caído no chão e dizendo sentir muitas dores, resultado de pancadas na cabeça e no corpo. ''Bateram na minha cabeça e nos braços e me arremessaram, com mais outro, no muro'', contou o motorista Moisés Cortês, 44 anos, que foi atendido pelo Siate. ''Não estamos na ditadura. Cadê o direito à democracia? Três deles me acuaram no muro e me bateram no estômago, pernas e braços'', reclamou o cobrador Luiz César, 43 anos.
Segundo a assessoria da Guarda Municipal, não houve confronto com os manifestantes, apenas foi facilitada a saída dos ônibus e logo em seguida as viaturas se retiraram do local. Ainda de acordo com a assessoria, havia informações não confirmadas de que os próprios manifestantes teriam brigado. Quando saía do local, a reportagem da Folha testemunhou manifestantes quebrando o vidro de um ônibus com pedras.
O diretor do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindmoc), Dirceu Galvão, disse que a paralisação da empresa Glória, que atende a região Norte de Curitiba, engloba cerca de 400 ônibus, entre biarticulados e ligeirinhos, e cerca de 1,2 mil funcionários. Ainda segundo ele, os grevistas agredidos iriam fazer exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML). (F.G.)





