Os funcionários da Santa Casa Monsenhor Guilherme de Foz do Iguaçu voltaram a entrar em greve ontem, devido à falta de pagamento do 13º salário. Depois de adiada a paralisação na última sexta-feira, os manifestantes voltaram a protestar em frente ao hospital, onde afixaram faixas e montaram um acampamento improvisado.
No dia 22 deste mês, parte dos 380 funcionários parou durante 24 horas, mantendo somente as atividades da UTI e do pronto-socorro. A greve só foi encerrada depois que a diretoria prometeu depositar o dinheiro até anteontem, prazo que não foi respeitado. O secretário Municipal da Saúde, Sadi Buzanelo, disse que a liberação dos R$ 344 mil dependia de uma aprovação da Câmara de Vereadores sobre um ‘‘remanejamento de verbas do SUS’’. A dotação orçamentária foi aprovada no Legislativo no final da tarde de ontem, impossibilitando movimentações financeiras nos bancos, que voltarão a funcionar somente no ano que vem.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Foz do Iguaçu, Antonio Marcos Gomes de Oliveira, enquanto não houver crédito em conta, enfermeiros e assistentes manterão as atividades reduzidas em 70%. ‘‘Temos uma assembléia amanhã (hoje) para analisar a situação, mas a tendência é manter a greve por tempo indeterminado’’, comentou Oliveira, destacando ainda a falta de depósitos nas contas do FGTS, que não estariam sendo feito há três anos.
Com a redução no atendimento, setores como hemodiálise e berçarios estão sendo acompanhados por um grupo que não chega 30 pessoas. A Santa Casa tem capacidade para 120 pacientes. Os funcionários criticam o atraso no depósito dos benefícios e também as demissões que ocorreram nos últimos dias, ferindo um acordo assinado há dois meses entre o sindicato da categoria e a Secretaria da Saúde. O documento também teve o aval da Procuradoria Regional do Trabalho. ‘‘Estamos sem 13º e sem FGTS. Além disso, cinco pessoas foram demitidas nas últimas semanas sem justa causa’’, disse Oliveira.
No final da tarde de ontem, a Folha tentou contactar o secretário Buzanelo e o prefeito Harry Daijó (PPB), mas a Prefeitura de Foz do Iguaçu está sem expediente devido ao recesso imposto desde o último dia 15.

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