‘‘Sem uma proposta concreta não haverá retorno ao trabalho’’, garantiu ontem o professor Kennedy Piau, membro do Conselho de Ética do comando de greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O professor não teme a ameaça da retirada de apoio dos integrantes da sociedade civil pois, para ele, representam apenas uma parcela das lideranças da cidade. Mas afirmou que o movimento está aberto a discussões.
As promessas do governo, na opinião de Piau, não inspiram credibilidade para que os grevistas suspendam a paralisação. O professor lembrou que na greve realizada pela categoria em 1999 o retorno ao trabalho ocorreu com a mesma condição e que foi esquecida pelo governador Jaime Lerner (PFL).
Sobre a decisão de suspensão de controle no cartão-ponto, segundo o professor, não é novidade. Ele disse que a suspensão já ocorreu em todas as outras greves realizadas na UEL. ‘‘A greve é um direito constitucional e um trabalhador não pode ser punido por exercer um direito que é seu’’, afirmou.

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