Greves tumultuam serviços no PR
As manifestações grevistas de funcionários públicos estaduais e federais reuniram ontem milhares de pessoas nas ruas das principais cidades do Paraná. Os professores conseguiram mostrar força em Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Mas não é só o Estado que enfrenta problemas: diversas categorias se unem em protestos que pipocam pelo País afora. Um dos movimentos que podem resultar em grandes prejuízos a curto prazo é o dos funcionários das empresas federais de geração de eletricidade. Iniciada ontem, greve pode afetar o abastecimento. A maior parte da energia é produzida pelo Sistema Eletrobrás e a categoria não montou esquema de emergência para manter a continuidade da operação. Os cinco mil funcionários das 44 subestações das Furnas Centrais Elétricas S.A. decidiram pela segunda greve deste mês. Na subestação de Foz do Iguaçu a adesão foi praticamente de 100 por cento. A situação no setor de Saúde, normalmente grave, também ficou caótica com a paralisação em alguns hospitais. Segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Previdência e Ação Social do Paraná, Maurício Barros, 60% dos 500 mil servidores em todo o País estão de braços cruzados. Adesão em Curitiba e Londrina chega a 90%, diz ele. Assim, milhares de trabalhadores de outras áreas deixaram de ser atendidos ontem nos órgãos atingidos pela greve. Em Londrina, agentes penitenciários reforçaram o protesto.





