Greve tem passeatas e confusão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de setembro de 2001
Andréa Lombardo<br> De Curitiba 
O primeiro dia da greve geral dos professores da rede estadual de ensino começou com distorções na divulgação dos números de adesão ao movimento. Enquanto a Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) garantiu que 50% dos professores cruzaram os braços em todo o Estado, a Secretaria de Educação informou que ''pouquíssimos professores deixaram de comparecer às salas de aula.''
A deflagração da greve foi marcada por manifestações públicas nas principais cidades do Estado. A APP-Sindicato estima que, em Curitiba, cerca de 2 mil professores e funcionários participaram do protesto, na Praça Santos Andrade, de onde os manifestantes partiram em direção à Assembléia Legislativa. Em Maringá, Cascavel, Campo Mourão e Foz do Iguaçu os professores também saíram às ruas. O movimento foi mais tenso em Londrina, onde os manifestantes tentaram invadir a sede do Núcleo Regional de Educação. (veja matérias nesta página).
A expectativa do presidente da APP-Sindicato, Romeu Miranda, é de que a partir de segunda-feira a adesão chegue a 60% dos 50 mil professores. Ontem a secretaria não tinha um balanço estadual, mas garantia que em Curitiba a greve atingiu apenas cerca de 10% das escolas. Na maior instituição do Estado, o Colégio Estadual do Paraná, as aulas foram normais. Em Londrina, um dos maiores núcleos, com 127 escolas, 4 mil professores e 107 mil alunos, 2,6% das escolas aderiram à paralisação, segundo a secretaria.
Hoje, uma comissão de professores se reunirá com o chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, para discutir as reivindicações. A categoria reivindica reajuste salarial de 50,03%, implantação de um plano de carreira, cargos e salários, adoção de hora-atividade de 20%, revogação do decreto que trata do processo de escolha dos diretores e a suspensão do projeto 411/00 que, de acordo com a APP-Sindicato, extingue a carreira estatutária.


