Greve tem dia de tensão no HC
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quarta-feira, 01 de agosto de 2001
Erika Wandembruck<BR>e Ellen Taborda<BR>De Curitiba 
A greve no Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, teve momentos de tensão na manhã de ontem. Um bate-boca entre sindicalistas e diretores do hospital exigiu inclusive a presença da Polícia Federal (PF). O tumulto foi causado por conta da redução de 30% no atendimento de pacientes que precisavam realizar exames de sangue.
Apenas 120 das 400 pessoas que são atendidas diariamente no laboratório puderam realizar os exames. Dois dos oito funcionários que trabalham no setor resolveram aderir à greve. De acordo com a direção do HC, ontem 60 funcionários não compareceram ao trabalho. Na terça-feira 40 servidores não apareceram trabalhar. Os setores mais afetados são os centros cirúrgicos, o serviço de emergência central e o laboratório.
O diretor geral Luiz Carlos Sobânia tentou, sem sucesso, interferir para que o atendimento laboratorial fosse mantido. Ele quase trocou agressões físicas com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de 3º Grau Público (Sinditest), Antônio Neris. A PF e a segurança do HC foram acionadas para conter os ânimos. O sindicato está cometendo um crime contra estas pessoas não deixando que sejam realizadas as coletas de sangue, disse o diretor Sobânia.
Para Neris, os grevistas estão obedecendo a ordem judicial. Estamos lidando com vidas. Mantemos o atendimento de 30%. Estamos reivindicando a reposição salarial de 75%, que foi o que perdemos nos últimos sete anos. Para o diretor do corpo clínico do HC, Giovanni Loddo, o sindicato está fazendo confusão com a decisão judicial. Ela manda que 30% dos funcionários devem trabalhar e não que apenas 30% dos pacientes sejam atendidos.
O HC encaminhou ontem ao Ministério Público Federal um pedido de reconsideração para que todos os setores do hospital sejam considerados essenciais. O pedido de liminar encaminhado na última terça-feira foi indeferido pelo juiz substituto da 2ª Vara Federal de Curitiba, Emmerson Gazda.


