Greve reduz doações de sangue
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sexta-feira, 21 de setembro de 2001
Chiara Papali<br> De Londrina 
Funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Hospital Universitário (HU), em greve há cinco dias, doaram sangue ontem no hemocentro do HU. Quinze voluntários fizeram a doação. O procedimento deve se repetir durante todos os dias de greve para manter o estoque de sangue no hemocentro. ''É também uma forma de protesto, de dar o sangue pela greve, para que possamos ter realmente melhores salários'', ressaltou Teresinha dos Anjos, de 32 anos, funcionária da UEL.
De acordo com a assistente social Eliana Aparecida Malu Rodrigues, o movimento de doação de sangue caiu em 50% no hemocentro (de 30 para 15 pessoas por dia) depois do início da greve. ''Como o hospital não parou os atendimentos de urgência e emergência, e existem pessoas internadas fazendo cirurgias, há necessidade de sangue. É importante alertar as pessoas que embora o HU esteja em greve, o hemocentro continua funcionando e precisando de doações'', disse.
Depois da doação de sangue, os funcionários retornaram ao acampamento montado em frente à reitoria, onde almoçaram macarronada. Na segunda-feira, acontecerá uma assembléia unificada com docentes e funcionários no Centro de Educação Física (CEF), a partir das 9 horas.
Por enquanto, a greve no Hospital Universitário não está prejudicando o atendimento nos outros hospitais e nos postos de saúde. ''Estamos monitorando o atendimento nesses locais e está tudo sob controle. Nos postos de saúde 24 horas incluímos um médico a mais na escala'', disse a diretora executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Margaret Shimiti.


