O comerciante Mauro Gonçalves da Silva, 25 anos, foi encontrado morto na madrugada de ontem, no Jardim Maria Lúcia (zona oeste de Londrina), próximo ao Pool de Combustíveis. A 103º morte violenta ocorrida no município este ano e a 11 do mês foi marcada por problemas com a perícia e pela demora do envio do corpo para o necrotério porque o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC) estavam parados devido à greve (leia reportagem na página 5).
Mauro Silva era casado, tinha um filho de dois anos e possuia uma lanchonete em Cambé (13 km a oeste de Londrina), onde era bastante conhecido. Silva foi encontrado por populares que acionaram a Polícia Militar durante a madrugada, em um terreno baldio da Rua Capitão Jacy da Silva Pinheiro, próximo do cruzamento com a Rua João Medeiros da Costa. O corpo estava escondido em um matagal com um tiro na nuca. A polícia não localizou sua carteira com dinheiro, aliança de casamento e um relógio. De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, os indícios apontam execução ou latrocínio. O veículo do comerciante, o Gol com placas AGF-3362, de Cambé, foi encontrado abandonado numa rua da Favela Quati (zona norte), distante do local onde o corpo foi encontrado.
Um morador do bairro, que pediu para não ser identificado, disse que ouviu quatro tiros e o som de um carro ''cantando pneus'', saindo em alta velocidade. De acordo com os policiais, não foi possível identificar mais detalhes do crime porque os peritos do Instituto de Criminalística (IC) deixaram de analisar as condições em que se encontravam o corpo no local, por causa da greve. A palisação prejudicou também a necrópsia do corpo.
O corpo de Silva, que a princípio tinha sido encaminhada para Acesf, só foi transferido para a sede do IML por determinação do delegado-adjunto, Jurandir Gonçalves André. No final da tarde, ele foi liberado para sepultamento.

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