Greve prejudica atendimento em hospitais
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de outubro de 2001
Célia Guerra<br> De Londrina 
A superlotação de pacientes nos hospitais de Londrina em consequência da greve no Hospital Universitário (HU) chegou ontem ao pronto-socorro da Santa Casa. Até o meio-dia 38 pacientes haviam sido internados, a maioria deles em macas nos corredores. A capacidade do pronto-socorro é de 18 leitos.
No fim de semama o Hospital da Zona Norte (HZN) foi o principal prejudicado pela paralisação no HU. Anteontem a demanda chegou à Maternidade Municipal. Segundo o gerente geral da Maternidade, Alessandro Galletto, os casos eram quase todos relacionados a doenças das mães. O problema é que a maternidade não tem estruturas física, laboratorial e humana para esse antendimento. ''Atendemos mães em trabalho de parto'', observou Galletto.
Para ele, falta informação à população sobre a resolutividade dos postos de saúde, por isso os hospitais tornam-se a referência da demanda. Ele disse que os postos poderiam aumentar o atendimento de patologias das gestantes (infecção urinária, pressão alta e diabetes).
Numa reunião ontem com representantes da Secretaria da Saúde, Maternidade, Hospital da Zona Norte e comando de greve do HU ficou determinado que os postos de saúde seriam orientados a enviar para os hospitais apenas os casos necessários. As gestações com menos de 35 semanas devem ser encaminhadas ao HU e Hospital Evangélico. Para a Maternidade ficam as grávidas com mais de 35 semanas já em trabalho de parto. O Hospital Infantil se comprometeu em receber os bebês que dependessem de UTI Neonatal. Já o ambulatório do Evangélico - Alto da Colina - também disponibilizou alguns horários do atendimento de ginecologistas e obstetras.


