O transporte coletivo de Londrina pode parar amanhã. A greve dos motoristas, cobradores e funcionários da área administrativa das empresas Transportes Coletivos Grande Londrina e Francovig pode ser deflagrada caso não haja acordo na reunião que acontece hoje, às 14h30, na Delegacia Regional do Trabalho. A rodada de negociação envolve a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina (Sintrol), Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros e de Característica de Metropolitano de Londrina (Metrolon) e representantes das duas permissionárias do transporte coletivo de Londrina.
Segundo o vice-presidente do Sintrol, João Batista da Silva, a reunião será mais uma tentativa de conciliação. Em assembléia, realizada na semana passada, a categoria decidiu pela greve, caso as empresas não atendam à reivindicação de 15% de aumento salarial. ‘‘Legalmente, já podemos entrar em greve amanhã (hoje), quando extingue o prazo de 72 horas de comunicação ao sindicato patronal. Mas vamos tentar um acordo.’’
A proposta patronal de reajuste é de 10%. O Metrolon e as empresas já confirmaram presença na reunião de hoje, mas a informação é que não será apresentada outra proposta. Segundo o Metrolon, o índice oferecido pelas empresas é o melhor da categoria no País. O sindicato patronal está trabalhando com a expectativa de que não haverá greve e que os trabalhadores vão aceitar a proposta de reajuste.
Entretanto, o vice-presidente do Sintrol acredita que a posição da categoria é irreversível. Segundo Silva, não havendo acordo em torno dos 15%, a adesão à greve será maciça. ‘‘Se as empresas oferecerem um índice mais razoável que os 10% vamos convocar nova assembléia para avaliação. Do contrário, a greve é inevitável’’, afirma. O presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, disse que se a greve for deflagrada a Comurb vai exigir que parte da frota seja mantida para atender a população, o que, segundo ele, está previsto em lei.

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