Reitor da UEL aposta no cansaço dos servidores e na retomada das atividades do HU e do Restaurante Universitário
O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Gordan, acredita que a greve dos servidores pode chegar ao fim em 20 dias. A paralisação é a mais longa da história da universidade e hoje completa 141 dias. Gordan acredita que o retorno das atividades no Hospital Universitário (HU) e o cansaço dos servidores contribuem para essa situação. A reabertura do Restaurante Universitário (R.U) deve ocorrer até quinta-feira e também deve favorecer esse retorno.
Hoje os professores e funcionários do campus e do HU têm assembléias e podem suspender a greve até 28 de fevereiro. Apesar de reconhecer a dificuldade de se fazer prognósticos sobre a crise no campus, Pedro Gordan entende que chegou a hora de parar. ‘‘Eu acho que o bom senso é quem vai ajudar, é preciso pensar que está na hora de voltar ao trabalho’’, avaliou.
O reitor é simpático à proposta de repassar uma fatia do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) às universidades estaduais, mas lembra que é necessário saber de quanto é a arrecadação anual do tributo. ‘‘Se tivéssemos uma perspectiva do ICMS para os próximos anos poderíamos ter uma projeção de reajuste’’. O orçamento da UEL para este ano prevê o repasse de R$ 108 milhões para a folha de pagamento e R$ 2 milhões para custeio.
Para a presidente do Sindicato dos Servidores na Área da Saúde (Sinsaúde), Ana Maria da Cruz, os trabalhadores estão divididos sobre a suspensão da até 28 de fevereiro, proposta definida em assembléia na última sexta-feira. ‘‘Hoje vamos encaminhar as propostas de continuidade ou suspensão, é imprevisível saber’’. Ela não acredita que o retorno ao trabalho no HU já atingiu 70%, como disse à Folha o superintendente do hospital, Cládio Camacho Biazin.
Para a presidente do Sinsaúde, será ‘‘muito triste’’ retornar ao trabalho sem que haja uma proposta concreta, prejudicando a auto-estima dos servidores. ‘‘A preocupação no sentido de alguns servidores voltarem ao trabalho é porque o governo não tem responsabilidade com a população. Os servidores estão demonstrando essa responsabilidade’’, comentou. Os servidores e professores do campus se réunem às 9 horas os trabalhadores do HU, no início da tarde.

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