Paralisados há 78 dias, os professores e servidores-técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná e do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná) estão atrapalhando o calendário de futuros formandos e também das empresas que organizam as formaturas. Todas as cerimônias programadas para os meses de julho e agosto podem ser suspensas por causa da greve.
‘‘Estamos na dependência da decisão dos professores, para poder restabelecer um novo cronograma com as comissões de formaturas, que programaram evento neste ano’’, informa Alex Sander, da empresa Atelier Proarte Studio e Vídeo, especializada em eventos e formaturas. A espera de Alex deve durar até amanhã, quando o projeto de lei, apresentado pelo Ministério da Educação e Desporto (MEC), volta a plenário na Câmara Federal para nova votação. ‘‘Depois dessa data o governo não pode, em função da lei eleitoral, conceder reajuste. Por isso, uma decisão terá ser tomada, para resolver o impasse’’, avisa o presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná, José Roberto Portella.
Mesmo que a decisão seja tomada nesta quarta-feira, será impossível realizar as formaturas dentro das datas já estabelecidas. Por causa disso, o estudante Luiz Bonacinit, que cursa o último semestre de Administração, terá que desistir de uma bolsa que estava concorrendo, para mestrado nos EUA. ‘‘Para ganhá-la, é preciso apresentar até setembro o diploma, coisa que não poderei mais fazer’’, acredita.
Situação similar, vive seu parceiro de classe, Naim Akel Filho. Naim tinha programado uma viajem para depois da formatura. ‘‘Acho que esta greve já poderia se encerrar, para não perdermos muito com o que investimos’’, diz.
Alex Sander, do Atelier Proarte, afirma que quem tinha programado formatura para os próximos dois meses pagou as reservas aos clubes, bandas e empresas de som. Para determinados serviços, algumas empresas cobram multas recisórias.
O diretor da Gitano Promoção e Organização de Eventos e Formaturas, Sérgio Luiz Boncwicz, considera que uma mudança de data fica sujeita às vagas existentes em teatros, clubes e bandas. ‘‘A programação desses serviços é feita no começo do ano, o que pode dificultar uma conciliação entre as datas’’, avisa. Em média, um estudante gasta entr R$ 300 a R$ 400 na formatura.

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