Greve pode adiar mundanças no INSS
Os funcionários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Londrina, em greve desde o dia 15 de maio, podem voltar ao trabalho na próxima semana. Essa é a expectativa de Dejair Antonio de Lima, gerente-executivo da regional do INSS. Segundo ele, hoje o comando nacional de greve estará reunido em Brasília (DF) com o diretor-geral de administração do instituto para continuar negociando as reivindicações da categoria. Lima disse que o governo está acenando com a possibilidade de reajuste entre 5% e 60% para todos os servidores federais.
No Paraná, apenas as agências de Londrina e Curitiba foram afetadas pelo movimento. De acordo com Lima, dos 70 funcionários que trabalham em Londrina 20 estão parados. Mesmo assim, ele garante que todos os serviços urgentes de benefício e arrecadação estão sendo realizados.
Lima disse estar ansioso para que a paralisação termine logo e possa dar início ao treinamento dos funcionários da agência Shangri-lá que está em processo de automatização. A previsão do INSS é que a reforma do prédio seja concluída até 8 de agosto e que nesse mesmo mês ela possa ser reinaugurada. Conforme o gerente regional, ela terá dois caixas de atendimento automático e todos os terminais serão substituídos por 42 microcomputadores. Com isso, a capacidade de atendimento diária da agência passará de 350 para 1.500.
Na última segunda-feira, Lima esteve reunido com a direção do Sindprevs (Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Saúde e Previdência Social do Paraná) e com todos os funcionários do INSS em Londrina para discutir a viabilidade do treinamento durante a paralisação. Eles nos fizeram diversas propostas para que isso aconteça e ainda não temos uma posição definida. A próxima agência da regional a ser automatizada é a de Apucarana. A idéia do governo federal é interligar via on line todas as 1.600 unidades espalhadas pelo Brasil até o final de 2001.
Enquanto a greve continua, centenas de pessoas da região metropolitana de Londrina ficam sem atendimento. Ontem de manhã, a dona de casa Maria José Camelo da Silva foi até a agência da Rua Professor João Cândido, no centro de Londrina, para tirar uma dúvida que não foi solucionada. Ela queria saber qual o valor da mensalidade que seu marido deveria pagar este mês como autônomo.
A costureira Edite de Souza conseguiu ser atendida porque seu caso era urgente. Ela foi requisitar uma perícia médica para continuar recebendo o auxílio doença que obteve no início de maio. Tenho hérnia de disco e há seis meses deixei de trabalhar, não consigo nem limpar minha casa. O problema é que minha licença termina em agosto e ainda não fui operada porque o Hospital Universitário também está em greve.
O comando de greve também tem expectativa de que a paralisação termine logo, mas acrescenta que tudo depende da resposta do governo federal às reivindicações. Jorge Luiz de Almeida Marques, do comando de greve, frisa que o movimento continua até que as negociações sejam encerradas em Brasília (DF). Ele lembra que está havendo avanços, mas que várias audiências ainda estão agendadas nos ministérios da Previdência, Saúde e Planejamento.





