Professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) aprovaram movimento de greve por três dias, a partir de ontem. A decisão foi aprovada praticamente por unanimidade, em assembléia realizada pela manhã no auditório do Centro de Ciências Humanas (CCH), no campus universitário. Estudantes também protestaram contra o que classificaram de sucateamento das universidades estaduais por parte do Governo (leia nesta página).
Os três dias de protesto atingem as cinco universidades estaduais de maneira distinta. Na UEL e Unicentro, em Guarapuava, somente os professores decidiram suspender as atividades. Já na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Unioeste, em Cascavel, os funcionários aderiram ao movimento dos professores e na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), os manifestantes permanecem em estado de mobilização nesses três dias.
Ontem pela manhã, a informação na UEL era de que apenas alguns setores do Centro de Ciências Exatas (CCE) estavam mantendo algumas atividades. Mas na assembléia da manhã, apenas cerca de 150 docentes dos 1.600 da universidade londrinense compareceram à assembléia, que avaliou ainda o resultado da reunião que o Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol) participou com as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a de Administração.
''As secretarias não nos entregaram as propostas, precisam passar pelo governador Roberto Requião e que mexem com o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS). Não temos dúvida, existem dois fatos cruciais nessa greve. Um é a questão salarial e o outro a indignação criada por algumas falas do governador Requião em relação ao ensino superior'', afirmou o presidente do Sindiprol, César Caggiano, lembrando que a categoria acumula perda salarial de 58%, desde março de 1997. O Sindicato decidiu divulgar uma carta contestando as críticas de Requião.
Nos períodos da tarde e noite, parte dos professores continuavam panfletando na entrada do campus. Um grupo ainda esteve na Câmara Municipal, onde a categoria recebeu uma moção de apoio do Legislativo. Ainda na noite de ontem, o Sindiprol faria uma reunião para avaliar o primeiro dia de paralisação e definir a agenda para hoje. (Colaborou Luciano Augusto)

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