Greve pára obra no Contorno Leste
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Nem o compromisso assumido pelo diretor regional do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), João Alberto Sautchuk, em pagar R$ 390 mil para a Faulhaber Engenharia Ltda. animou os mais de 60 funcionários da empresa que hoje completam nove dias de greve. De nada adianta pagar os salários atrasados de dezembro e janeiro. Nós só encerraremos o movimento grevista depois que todas as dívidas do FGTS, iniciadas em outubro de 1998, sejam quitadas, garantiu Zeno Minusso, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada.
A assessoria de imprensa do DNER informou que o dinheiro a ser pago para a empreiteira está dentro do cronograma de pagamentos e deve ser liberado nos próximos dias. Os trabalhadores em greve estão construindo quatro viadutos que fazem parte da Rodovia do Mercosul, três deles no Contorno Leste. Todos os operários prestam serviço para a Ponto de Nível, empresa curitibana contratada pela Faulhaber, que tem sede no Rio de Janeiro.
Eles passam o dia concentrados no canteiro de obras do viaduto sobre a BR-277 (perto da fábrica da Renault, em São José dos Pinhais). Segundo Minusso, os trabalhadores estão dispostos a levar as famílias para acampar no local se até segunda-feira o problema não for solucionado. A maioria deles está sobrevivendo somente com a cesta básica que receberam no começo de janeiro, assegurou o sindicalista.
Segundo Zeno Minusso, numa negociação na Delegacia Regional do Trabalho, um representante da empresa teria alegado que quem não estaria repassando dinheiro seria o DNER. A versão foi negada pela assessoria de imprensa do Departamento. Ontem a diretoria da Faulhaber não retornou os telefonemas da reportagem da Folha para comentar a greve e os problemas de atrasos salariais.





