Greve obriga IML a suspender traslados de corpos
Áureo Nogueira
O traslado de cadáveres para o Instituto-Médico legal (IML) de Londrina passa a ser feito pela Acesf e funerárias de cidades da região. A mudança ocorreu ontem porque os funcionários terceirizados que prestam serviços ao órgão entraram em greve por falta de pagamento de salários.
Desde que foram contratados, o motorista e os funcionários do setor de limpeza do IML estavam enfrentando atraso de salários. Na terça-feira, os empregados deram prazo final até o meio-dia de ontem para que a empresa Sisg - Sistema de Serviços Gerais Ltda., contratada pela Secretaria de Segurança Pública, colocasse em dia os últimos dois meses de salários atrasados. Como o pedido não foi atendido, o motorista e os três agentes de limpeza decidiram pela paralisação.
Sem o motorista, não há como o IML transportar corpos para exames. Por isso, determinamos emergencialmente que o traslado seja feito pelas empresas funerárias particulares, informou o médico-chefe do IML de Londrina, Antônio Carlos de Queiroz, acrescentando que já informou a situação à direção-geral do órgão, em Curitiba. Pedimos uma imediata solução para este contrato de prestação de serviços. A paralisação vai gerar transtornos, que precisam ser rapidamente resolvidos, disse.
A direção Sisg não retornou as ligações que caíam na secretaria eletrônica.





