Cascavel A greve de motoristas e cobradores do transporte coletivo de Cascavel, deflagrada ontem à 0 hora, causou transtornos para os usuários. Na manhã de ontem, atrasos na chegada de ônibus ao terminal urbano fizeram com que muitos veículos circulassem lotados. Além disso, um dos veículos da empresa Pioneira, conduzido por um motorista que não aderiu à greve, foi depredado.
A paralisação por tempo indeterminado aconteceu porque o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Coletivo Urbano de Cascavel (Sintracovel) não entrou em acordo com a Companhia Cascavelense de Transporte e Tráfego (CCTT). Os funcionários reivindicam 18,5% de aumento salarial imediato ou 20% parcelado, mas a CCTT propõe apenas 15% parcelado. A média salarial da categoria, composta por cerca de 600 trabalhadores, é de R$ 744,00.
Na audiência de conciliação, realizada anteontem, o juiz do Trabalho, Pedro Celso Carmona, estabeleceu que 66% da frota deveria ser utilizada em horários de pico e 57% em horários intermediários, para amenizar os prejuízos dos cerca de 70 mil usuários que utilizam o transporte diariamente. Pela determinação, dos 116 ônibus, 78 deveriam continuar a atuar. ''Este é um serviço essencial.'', disse o juiz, após o sindicato ter sugerido 20% da frota e a CCTT 80%.
A Pioneira, maior concessionária do município, teve apenas sete carros circulando no início da tarde de ontem, enquanto cerca de 50 ficaram estacionados na garagem. Já a Capital do Oeste, que possui 40% da frota da cidade, operou normalmente.
O presidente da CCTT, Sérgio Donadussi, afirmou que ônibus escolares e vans foram cadastrados para auxiliar a população e serão utilizados nos horários de pico hoje.
Caso o aumento salarial seja aprovado, a CCTT deverá refazer suas contas e há a possibilidade de aumentar a tarifa. ''Até os meses de setembro e outubro a tarifa deve continuar a mesma caso os motoristas aceitem o aumento de 10%, mas se o acréscimo for de 15% o preço das tarifas poderá aumentar.'' A tarifa atual é de R$ 1,50.

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