Greve no HU pode acabar hoje
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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
A greve das universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Cascavel (Unioeste), que já dura 144 dias, pode estar chegando ao seu final. Ontem, os servidores do Hospital Universitário (HU) e do Hospital de Clínicas (HU) da UEL aprovaram um indicativo de suspensão da greve até o dia 4 de março. A decisão será votado na assembléia, que acontece hoje à tarde, no hospital.
Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Londrina (SinSaúde), Ana Maria da Cruz, existe uma tendência muito forte de que a proposta seja aceita pelos servidores. Os grevistas querem usar essa suspensão temporária da paralisação para conseguir uma negociação com o governo do Estado.
Tanto Ana Maria quanto o diretor-superintendente do HU/HC, Cláudio Camacho, informaram que cerca de 90% dos servidores retornaram a seus postos. Estão voltando porque estão sendo extremamente coagidos, pontuou a sindicalista. Já a direção do HU/HC assegurou que não está obrigando ninguém a voltar ao trabalho e que essa seria uma decisão espontânea. Segundo Camacho, a taxa de ocupação ontem à tarde no HU era de 64%.
A reabertura do HC, entretanto, que estava prevista para hoje deve ocorrer somente amanhã. Camacho afirmou que o hospital está em condições de reabrir, mas o SinSaúde convocou os servidores para comparecerem à assembléia, que tem início às 13 horas.
O juiz titular da 10ª Vara Cível de Londrina, Mário Azzolini, ratificou essa semana a decisão de seu colega, o juiz substituto Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, e manteve a liminar que determinou a reabertura dos portões do HU e do HC e estipulou multa diária de R$ 15 mil aos sindicatos da UEL em caso de descumprimento da ordem judicial.
A decisão sobre o agravo de instrumento interposto pelo comando de greve no Tribunal de Alçada de Curitiba, que visa cassar a liminar, deve ser conhecida hoje. Ontem, a juiza Maria José Teixeira havia despachado o processo para a distribuição, publicação e intimação das partes.
Ontem também, o Tribunal Regional Federal (TRT), de Porto Alegre, manteve a liminar concedida pela Justiça Federal de Londrina. Com isso fica mantida a determinação de retorno das atividades na UEL de pelo menos 75% dos docentes e servidores, a retomada integral das aulas destinadas aos formandos e das atividades de ensino de graduação e pós-graduação.


