Maigue Gueths
Os funcionários técnico-administrativos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, ameaçam entrar em greve a partir da próxima terça-feira, dia 6, caso não haja nenhum avanço nas negociações com a diretoria da universidade neste período. Apesar de estar marcada uma reunião entre a reitoria e o Sinditest (Sindicato que representa os funcionários) apenas para terça-feira, é possível que as partes se reúnam antes para negociar o acordo coletivo da categoria, conforme foi aventado em reunião, dia 30, com o reitor Carlos Antunes.
Segundo a presidente do Sinditest, Roseli Isidoro, a reunião com o reitor foi importante para restabelecer um canal de diálogo com a universidade, o que estava comprometido desde a última negociação com a comissão patronal, dia 29. ‘‘O reitor se mostrou disposto a negociar e até se comprometeu a manter a jornada de 30 horas semanais e não demitir ninguém’’, diz.
Mesmo assim, os funcionários decidiram deflagrar a greve na assembléia de ontem, depois de analisarem a situação de estagnação nas negociações. Entre as principais propostas da administração da reitoria estão o não reajuste salarial de 4,5% reivindicado; redução do vale-alimentação de R$ 6,66 para R$ 3,50; fim do auxílio-creche para quem ganha mais de R$ 680,00; redução da hora-extra de 100 para 50%; retirada do adicional de área crítica de quase todos os setores do HC.
O maior problema para os funcionários, entretanto, refere-se ao aumento da jornada de trabalho, já que o hospital estuda a possibilidade de implantar jornada de 36 horas semanais ao invés das 30 praticadas hoje. Todas estas propostas atingem os 1,6 mil funcionários celetistas do hospital. Além destes, o HC tem mais 2.050 empregados estatutários contratados pela reitoria.

mockup