Greve não consegue parar UFPR
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
A greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) não conseguiu paralisar a instituição. No Hospital de Clínicas da UFPR, onde a adesão foi maior na última paralisação, aconteceu ontem de manhã uma manifestação de funcionários, paralisando alguns setores, que mais tarde voltaram ao normal. A reitoria informou que o protesto não prejudicou o atendimento. Porém, algumas cirurgias marcadas para o período da manhã foram adiadas.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do 3º Grau do Paraná (Sinditest), Antônio Néris Souza, admitiu que o movimento não empolgou todos os funcionários. Ele disse que a adesão foi pequena, mesmo acontecendo, ontem, uma mobilização nacional, que deveria atingir todas as universidades federais do País. Para o reitor da UFPR, Carlos Roberto Antunes dos Santos, a manifestação na UFPR iniciou sem respaldo da Federação dos Sindicatos das Universidades Brasileiras (Fasubra), deixando a universidade isolada contra o governo federal.
A adesão dos servidores está condicionada a reunião da Fasubra, que acontece na sexta-feira, justificou Souza. Nesta data (dia 10), representantes dos sindicatos de todo o País realizam uma plenária, em Brasília, para se posicionar sobre a demora do governo em atender às reivindicações.
Foi prometido aumento previsto de 10% para a categoria de servidores de apoio, que tem salário-base de R$ 151,00; 15% para os de nível médio, que recebem R$ 280,00; e 45% para os de nível superior com salário-base em torno de R$ 460,00. Além disso, seria pago um plano de saúde de R$ 22,00. No próximo sábado, será a vez de uma reunião com todas as categorias federais, que pedem reajuste de 64%.
Souza disse que depois desses encontros uma nova assembléia deverá ser realizada para definir se o movimento do Paraná terá continuidade. Acredito que as demais universidades do País vão entrar em greve semana que vem. Enquanto essa decisão não é tomada, o presidente do Sinditest disse que a categoria deverá manter a atual greve. A mobilização acontece ainda que não se consiga paralisar todos os setores da universidades, afirmou.


