Greve na UEL afeta cursos conveniados
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segunda-feira, 08 de junho de 2015
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Londrina A greve dos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que começou há pouco mais de um mês, tem afetado as aulas nos cursos de especialização conveniados. Os alunos reclamam que o calendário já foi prejudicado e que, apesar disso, são obrigados a pagar as mensalidades da mesma forma.
As pós-graduações são convênios entre fundações e a UEL, que cede a estrutura física, professores e emite os certificados de conclusão dos cursos. As fundações são responsáveis pelo recebimento das mensalidades e pagamento dos docentes.
O curso de Segurança do Trabalho estava previsto para começar no dia 6 de março, mas o início ocorreu apenas no dia 20. As aulas acontecem aos fins de semana e, com a greve, apenas seis encontros foram realizados. "Tivemos só 50% das aulas até agora. O curso estava previsto para terminar em agosto do ano que vem, mas agora não sei como vai ser", relatou um aluno, que preferiu não se identificar.
Além do número reduzido de aulas, os estudantes reclamam que as mensalidades estão sendo pagas normalmente. "O Itedes informou que vamos pagar os 18 meses estipulados e que o conteúdo será reposto. Mas isso é o que eles falam agora. Como vamos saber como será depois?", questionou Giovanna Dillio, de 22 anos, aluna do curso de Segurança do Trabalho e moradora de Presidente Prudente, no interior paulista.
Há relatos de professores que continuaram dando aulas nas especializações conveniadas e foram reprimidos pelo comando de greve. Em uma das ocasiões, um grupo de grevistas teria invadido uma sala de aula e discutido com docentes e alunos. Essas denúncias foram encaminhadas à Procuradoria Jurídica da UEL e à reitoria.
A diretora de Comunicação do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel), Silvia Alapanian, esclareceu que a greve suspende todas as atividades na universidade, com exceção das essenciais, e que não pode haver uma diferenciação entre "alunos que pagam e aqueles que não pagam". "Existe, inclusive, um questionamento jurídico sobre a legalidade de uma instituição pública oferecer cursos pagos. Acompanhamos todas as atividades que acontecem na UEL e nestes casos temos tentado conversar e explicar para esses professores e alunos que a greve precisa ser respeitada. É inevitável que isso traga algum constrangimento", frisou.
Os alunos prometem acionar a Justiça caso não haja uma definição em relação à continuidade ou não da greve.
A reitoria da UEL informou que apenas o comando de greve poderia se pronunciar sobre a questão. O Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social (Itedes), foi procurado, mas não retornou as ligações.


