Greve na PEL
Todos os agentes de segurança e corpo técnico - psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, advogados e escriturários - da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) estão em greve. Apenas os serviços essenciais estão sendo mantidos. A segurança dos presos está sob responsabilidade de 17 funcionários. Ontem, os presos ficaram no pátio e voltaram para as celas às 18 horas. Hoje deverá ser obedecida a mesma rotina. Segundo o diretor da PEL, Francisco Melatti, a situação é de tranquilidade. Continuam funcionando a padaria e a cozinha, que fornecem alimentação para os presidiários e, também, para os detentos dos 2º, 3º e 4º distritos policiais. Os grevistas reivindicam 60% de aumento sobre o salário-base de um agente, que é de R$ 228. Entre as gratificações e pagamento de horas extras, um agente alcança um salário de R$ 850. O agente Admildo Correia, porta-voz dos grevistas, diz que a maior preocupação da categoria é com relação à aposentadoria. Com esse salário (R$ 228), estamos fadados a passar fome na velhice.





