Greve fecha o único hospital de Borrazópolis
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2000
Maurício Borges de Apucarana 
Inconformados com o acúmulo de salários atrasados, os 22 funcionários do Hospital Municipal de Borrazópolis (65 km ao sul de Apucarana) resolveram deflagrar greve ontem. As portas do hospital, o único da cidade, foram fechadas no início da tarde e não havia previsão de quando a situação seria normalizada.
Entre os servidores existem alguns com até 15 meses de salários em atraso. Os que estão em melhor situação já acumulam 8 meses sem salário. Uma funcionária, que preferiu não se identificar, declarou ontem à Folha que a maioria dos funcionários está sem crédito na cidade e com suas famílias passando necessidades.
Para continuar trabalhando, auxiliares de enfermagem, atendentes e zeladoras queriam receber pelo menos um salário antes do Natal, mas não foram atendidos pelo prefeito Rodolfo Haider (PSC), que prometeu liberar um pagamento em cheque, apenas no dia 28.
Apesar da greve, o médico Tokyio Okagawa e uma auxiliar de enfermagem vão continuar trabalhando no hospital por mais alguns dias até que seja possível dar alta a quatro pacientes que estão internados. Os demais pacientes que procurarem o hospital a partir de agora serão encaminhados para Kaloré (15 km de distância) ou Jandaia do Sul (35 km).
Antes de deflagrar greve, os servidores ainda tentaram obter algum tipo de ajuda da prefeita eleita, Maria de Lourdes Pereira Malú (PPB), mas ela argumentou que, por enquanto, não tinha como interferir. O prefeito Rodolfo Haider não foi encontrado ontem pela Folha e seus assessores se negaram a dar informações sobre a situação do Hospital Municipal.


