A greve dos trabalhadores na rede hoteleira de Foz, marcada para ontem, obteve pequena adesão. A maior manifestação aconteceu nos portões do Parque Nacional do Iguaçu, quando cerca de 150 empregados do Hotel das Cataratas - um dos maiores com cinco estrelas da cidade -, fecharam a entrada do parque, onde fica o estabelecimento.
O Parque Nacional ficou fechado entre às 5 horas e 8h30 de ontem. A proposta inicial dos trabalhadores de fechar um hotel por dia durante a manifestação, iniciando com o Hotel das Cataratas, foi descartado pelo sindicato da categoria, após receber uma proposta patronal de conceder parte das reivindicações.
Os 3,5 mil trabalhadores dos 211 hotéis da cidade estão reivindicando reajuste de 8,2%, que significa a reposição da inflação acumulada desde maio de 96, que elevaria o piso de R$ 190,00 para R$ 213,00. Segundo o diretor do Sindicato dos Empregados em Hotéis e Similares, Telmar Schossler, foi retirada a reivindicação de aumento real de 4%. ‘‘Entendemos a crise do setor hoteleito. Porém, não vamos abrir mão de outros pedidos’’, disse.
O sindicato patronal aceitou conceder a reposição da inflação, mas quer retirar conquistas assinadas em outros acordos coletivos como o paragemtno de horas extras com acréscimo de 100%, queda no abono de assiduidade de 7% ao mês para 5% e o fim da obrigatoridaedade em manter uma camareira para cada 14 apartamentos/quartos dos hotéis.
Segundo Schossler, mesmo com a suspensão da greve, a categoria não fechou nenhuma proposta. ‘‘Vamos permanecer em estado de greve e não está descartada a paralisação dos 211 hotéis da cidade durante os Jogos Mundiais da Natureza e a visita do presidente norte-americano, Bill Clinton’’, afirmou.

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