A greve dos funcionários e instrutores de autoescolas do Paraná, que começou nesta quinta-feira (21), está afetando a realização de exames práticos para a obtenção de carteiras de motorista que são realizados na sede do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), no bairro Tarumã, em Curitiba.

Na manhã de hoje, apenas os exames marcados para as 8 horas, primeiro horário de trabalho, foram totalmente realizados. Dos cerca de 60 a 70 exames marcados para as 9 horas, apenas 17 foram feitos e no horário das 10 horas, só três exames práticos foram realizados.

A suspensão dos exames aconteceu porque os grevistas estão fazendo manifestação na frente do Detran e impedindo alunos e instrutores de entrar. A greve da categoria é por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 30%. Nas negociações, o Sindicato dos Proprietários dos Centros Formadores do Paraná ofereceu aos trabalhadores reajuste de 8%. Uma reunião entre os sindicatos no Ministério Público do Trabalho está marcada para o dia 28 de junho.

De acordo com dados da assessoria de imprensa do Detran, normalmente, 3,5 mil exames práticos são realizados por dia em todo o Paraná. São 939 Centros de Formação de Condutores (CFC) no Estado, com aproximadamente 9 mil instrutores e funcionários.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Autoescolas (Sintradesp), a paralisação começou forte na capital e deve se estendes ao interior. Além de Curitiba, nesta quinta já havia adesão à greve em algumas outras cidades, como Lapa, Cascavel, Maringá e Colombo.

Em nota oficial, divulgada ontem, o Detran informou que os exames práticos de direção continuariam a ser realizados normalmente, o que não aconteceu em Curitiba. O Detran também solicitou reforço na segurança para garantir que os candidatos à primeira habilitação, com prova agendada, não fossem impedidos de ter acesso aos locais de aplicação dos exames.

O Detran/PR esclarece, ainda, que cabe às autoescolas encaminharem veículo e instrutor para acompanhar o aluno no teste prático. "A equipe de funcionários e examinadores do departamento trabalha normalmente e o candidato que não comparecer perderá o exame. Em caso de ausência, será preciso remarcar o teste e pagar nova taxa. A recomendação é que alunos e autoescolas negociem prazos e valores", diz a nota.

Com informações da repórter Maigue Gueths, do Portal Bonde.

mockup