Greve de HC pode estar no fim
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quarta-feira, 23 de abril de 2003
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A greve dos funcionários terceirizados do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba pode estar próxima de acabar. O Sinditest sindicato que representa a categoria entregou ontem, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9 Região, a documentação exigida pela Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar) para iniciar as negociações. A expectativa agora é que a direção da Funpar apresente um calendário de reuniões para discutir a pauta de reivindicações dos servidores. Eles pedem reposição salarial de 18,75% e reajuste de 26% no vale-alimentação, entre outras coisas.
O diretor-geral do HC, Giovanni Loddo, coloca o fim da paralisação como condição para abrir as negociações. Ontem pela manhã, ele recebeu representantes do comando de greve, onde reafirmou a disposição do hospital e Funpar em discutir as propostas dos funcionários, mas somente depois dos advogados da instituição analisarem a documentação apresentada pelo sindicato.
O segundo dia de paralisação não trouxe grandes prejuízos ao funcionamento do hospital. Segundo Loddo, pela manhã, 59 funcionários não compareceram aos seus postos de trabalho, enquanto à tarde o número caiu para 40. A maior adesão à greve foi de funcionários do setor de higienização. Dos 67 empregados, 22 não trabalharam.
Apenas o setor de oftalmologia continuou com internamentos suspensos. As outras 25 unidades de internamento funcionaram normalmente, garantiu o diretor. ''Estamos preocupados, mas com certa dose de tranquilidade e segurança'', afirmou Loddo.
Os números do Sinditest não batem com os da direção HC. O presidente do sindicato, Antônio Néris de Souza, garante que 232 funcionários assinaram a lista de presença na assembléia realizada na manhã de ontem e que em alguns setores do hospital a adesão chegou a 60%. A comissão de ética do Sinditest quer evitar que novos pacientes sejam internados.


