Os oito professores e funcionários de escolas públicas do Paraná que estão em greve de fome, desde a última quarta-feira, começaram a apresentar ontem os primeiros sinais de desidratação. Eles esperam que a greve seja encerrada hoje, quando a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) volta a se reunir com o secretário do governo, José Cid Campêlo Filho, para discutir a cobrança da contribuição sindical, suspensa desde o mês passado.
Segundo a coordenadora da área de saúde do movimento, Natália dos Santos da Silva, todos os grevistas perderam peso, estão tendo problemas de oscilação de pressão e sentindo muito frio. Eles estão alojados na Assembléia Legislativa do Paraná, em Curitiba, onde vários colchões foram espalhados no chão de uma das salas. Todos são obrigados a tomar mais de dois litros de água por dia, intercalados com doses de soro para ajudar na hidratação do corpo. Um médico e uma enfermeira acompanham diariamente o estado de saúde do grupo.
Natália da Silva, que é também diretora de finanças da APP-Sindicato, diz que os professores esperam que o governo decida hoje pela cobrança da contribuição sindical. ‘‘Mas queremos que seja sem nenhuma condição’’, diz. Para acabar com a greve de fome, a vice-governadora Emília Belinati havia proposto na semana passada que a taxa seria cobrada nos três últimos três meses deste ano, mas que voltaria a ser discutida em janeiro do ano que vem.
Os sindicalistas não concordam ainda com uma pesquisa que vem sendo feita pelo governo para saber se os 42 mil professores hoje sindicalizados querem que seja mantida a cobrança da contribuição. ‘‘Quem não quer mais que a taxa seja descontada de seu salário vai no sindicato e pede a desfiliação’’, diz. O dinheiro arrecadado com os descontos é usado na manutenção da APP-Sindicato.Kraw PenasSaúdeGrevistas, alojados na Assembléia Legislativa, perderam peso e estão tendo problemas de pressãoAdriana Ribeiro

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