Curitiba Os agentes de disciplina da Casa de Custódia de Londrina decidem hoje se encerram a greve iniciada no dia 16 de janeiro. Apesar da INAP, empresa que administra a Casa de Custódia, não ter concedido o o reajuste salarial reivindicado pela categoria, os agentes tendiam ontem a decidir pelo retorno às suas funções.
De acordo com a delegada sindical Alessandra Rodrigues Celestino, que representa os agentes de Londrina, as negociações podem ser abandonadas devido à posição do governo estadual, que comprometeu-se a extinguir a terceirização dos presídios no Paraná e realizar concurso público para a contratação de agentes penitenciários.
Um dos motivos da greve era o pedido de equiparação salarial entre os servidores do Estado, que recebem cerca de R$ 1 mil, e os funcionários contratados pelas empresas terceirizadas, cujo salário gira em torno de R$ 500,00. ''Realizaremos uma Assembléia amanhã (hoje) para decidir o assunto. Como as negociações não mostram sinal de progresso, podemos cancelar a greve e esperar o concurso trabalhando.''
O que pode ter sido o último esforço para resolver a questão aconteceu ontem. Representantes do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná (SINSPP) pediram que o secretário de Justiça e Cidadania, Aldo Parzianello, intermediasse as negociações com a Inap e a Montesinos, que gerencia a Penitenciária Estadual de Piraquara. O impasse se manteve. Além de não concederem o reajuste, as empresas não ofereceram garantia de trabalho aos grevistas.
Para a presidente do Sinspp, Sandra Márcia Duarte, as negociações devem ficar ainda mais difíceis após a decisão do governo. ''Eles já haviam se recusado a negociar várias vezes, alegando que o sindicato não poderia representar os agentes. Agora que o contrato deve ser encerrado, a situação deve ficar ainda mais difícil.''

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