A greve dos agentes de disciplina da Casa de Custódia de Londrina (zona sul) chega a um impasse. De um lado, o Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), que gerencia a unidade, sustenta que o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Paraná (Sinspp) não tem legitimidade para defender a categoria. Do outro, o Sinspp garante ter documentos que atestam sua legitimidade e briga por uma negociação com a empresa para aumentar os salários dos funcionários.
Ontem à tarde, uma reunião estava marcada no Tribunal Regional do Trabalho, em Curitiba, para tentar um acordo. Nenhum representante do Inap foi ao encontro, justamente por não reconhecer o movimento. ''O sindicato não conseguiu a comprovação da sua legalidade. Existem quatro sindicatos querendo representar os agentes que trabalham em penitenciárias tercerizadas. A empresa não tem condições de reconhecer a greve'', disse o diretor-executivo do Inap, José Mário Valério. Ele acrescentou que a empresa está analisando a possibilidade de reajustar os salários, mas avisou: ''Não será via movimento que vai negociar''.
A delegada regional do Sinspp, Alessandra Rodrigues Celestino, disse que compareceram à reunião diretores da empresa Montesinos, responsável pela administração da Penitenciária Estadual de Piraquara (região metropolitana de Curitiba), que também está em greve. ''A empresa (Montesinos) não trouxe nenhuma proposta e deixou claro que não tem interesse em negociar com os trabalhadores'', apontou Alessandra Celestino.
A assessoria de imprensa do governo estadual informou que foi protocolado um documento juntamente com um dossiê que conteria irregularidades das penitenciárias (ver abaixo). Acrescentou que na sexta-feira o TRT vai se pronunciar sobre a legalidade ou não da greve e que até ontem as empresas que administram as penitenciárias não tinham entregue a relação de novos funcionários com data da realização do treinamento obrigatório, conforme solicitado.
A direção da Casa de Custódia de Londrina informou que a situação está tranquila na unidade, que abriga 320 detentos. O Inap contratou 10 agentes que estavam à disposição para cobrir férias de funcionários.

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