Greve de agentes chega à Casa de Custódia de Londrina
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2003
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
Os agentes de disciplina da Casa de Custódia de Londrina entraram em greve, ontem, por tempo indeterminado. Trinta dos 80 agentes ficaram paralisados em frente à instituição, na zona sul da cidade, durante todo o dia de ontem. Cartazes de protesto cobriam os portões da instituição. Segundo a delegada regional do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Paraná (Sinspp), Alessandra Rodrigues Celestino, a paralisação foi decidida no dia anterior por 50% da categoria.
A categoria reivindica principalmente aumento salarial, plano de saúde e adicional por risco de vida, periculosidade e insalubridade. ''Se eles tivessem oferecido R$ 800, a categoria teria entrado em acordo'', considerou Alessandra. Segundo ela, o salário inicial de um agente na Casa de Custódia de Londrina é R$ 550, enquanto o de um agente penitenciário na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) é R$ 1.300.
Apesar disto, o dia foi considerado tranquilo na instituição. Porém, os números dos grevistas e do Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), que administra a Casa de Custódia, são diferentes. Enquanto os grevistas disseram que 11 agentes trabalharam no turno diurno, o Inap declarou que foram 15. A categoria afirmou que foi negociado com a direção da casa a entrada de seis agentes para o trabalho noturno. Já o Inap garantiu que teria o quadro completo com 13 agentes. ''Queremos garantir a integridade física de todos que estão na casa'', argumentou Alessandra, complementando que ''não queria que nada de grave acontecesse''.
A preocupação da categoria refere-se aos dias de visita sábado e domingo quando entram, em média, 180 familiares por dia. ''Se acontecer algo de grave, a responsabilidade será da direção'', declarou a delegada do Sinspp. Em contrapartida, o diretor da Casa de Custódia, major Edison Marcos Tomaz, disse que os agentes também têm responsabilidade pela segurança. Segundo ele, a movimentação dos 320 presos foi lenta ontem na prisão. Tomaz disse esperar que o bom senso impere durante a negociação.
O diretor executivo do Inap, José Mário Valério, contestou a legitimidade e legalidade da paralisação. ''Não reconhecemos a legalidade do Sinssp para negociar'', afirmou ele.


