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Kraw PenasDia calmoAgentes penitenciários decidiram na noite de terça-feira encorpar a greve dos policiais civis: manifestações não chegaram a alterar a rotina em CuritibaA greve da Polícia Civil do Paraná, deflagrada na quarta-feira em Curitiba e iniciada parcialmente ontem em diversas cidades do estado, deve terminar hoje. A Secretaria de Segurança acatou todas as reivindicações dos grevistas. Os dias parados não serão descontados e os aposentados voltarão a receber o Tide (tempo integral e dedicação exclusiva), entre outras.
O Sindicato dos Policiais Civis fechou acordo no início da noite de ontem com a Secretaria de Segurança do Estado e deve reunir os grevistas em assembléia à tarde para desconvocar a greve ainda hoje.
Não existe um balanço geral do movimento, mas o delegado-geral da Polícia Civil, Toleb Baleche, o classificou como ‘‘ordeiro e pacífico’’. A maioria das delegacias do Estado funcionou normalmente, bem como o Instituto Médico Legal (IML). O presidente do Sindicato das Classes Policiais do Paraná (Sinclapol), Vitemberg Mendes, informou que a adesão chegou a 80%. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o índice foi de 20%.
Uma das únicas delegacias de Curitiba que alteraram sua rotina ontem foi a 1ª Furtos e Roubos, localizada no bairro Cajuru. ‘‘As ocorrências não foram sendo recebidas e não estamos realizando nenhum serviço de rua’’, informou o delegado-adjunto, Ézio Vicente da Silva. A delegacia têm 60 funcionários, recebe até 50 ocorrências diárias e guarda quase 80 presos. ‘‘Estamos com cinco plantonistas apenas para cuidar das celas’’, declarou.
O secretário da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, disse que o procedimento adotado por esta delegacia é irregular e alertou à população que qualquer caso de não atendimento deve ser denunciado à secretaria. ‘‘Outro procedimento adequado neste caso é de que a vítima procure o Centro de Operações Especiais (COP), que tem jurisdição sobre todas as delegacias’’, aconselhou.
Outras delegacias da cidade, como a Anti-Tóxicos, garantiram a continuidade de seus trabalhos. ‘‘Nossos 30 funcionários estão trabalhando normalmente nos casos de busca de fugitivos, investigações e fiscalização dos 34 presos detidos aqui’’, explicou o delegado Adalto de Oliveira.
O diretor do IML, Francisco Moraes Silva, informou que não foi registrada nenhuma falta ontem entre os 400 funcionários do instituto em todo o Estado, dos quais cem estão em Curitiba. A única consequência da greve no IML foi o impedimento da entrada de três cadávares, anteontem, por um piquete grevista. ‘‘Eles foram examinados no IML de Campina Grande do Sul.’’ O IML de Curitiba examina diariamente cerca de 150 cadáveres.
A presidenta da Associação dos Datiloscopistas, Vera Lúcia Hut, que participava ontem do piquete em frente ao IML, disse que o movimento grevista foi esvaziado pela pressão feita pelo secretário, ameaçando o corte dos salários.
Foz do IguaçuáOs policiais da região de Foz do Iguaçu não aderiram à greve da Polícia Civil do Estado. Todas as delegacias da região funcionaram normalmente ontem, segundo o delegado operacional da 6a. Subdivisão Policial, Paulo Roberto Machado.
CascavelEm Casvael não houve greve. Segundo o delegado-chefe da 15ª SDP, Osnildo Carneiro, investigadores e escrivães optaram por uma ação ‘‘bem light’’: procurarão políticos da região para sensibilizá-los para seus problemas salariais.

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